Edvaldo: “Prefeitura tem grande protagonismo na luta contra a covid-19”

Edvaldo: “Prefeitura tem grande protagonismo na luta contra a covid-19”
março 16 10:27 2021 Imprimir Conteúdo

O prefeito Edvaldo Nogueira afirmou, nesta terça-feira, 16, em entrevista à rádio Nova Brasil, que a Prefeitura de Aracaju tem tido um “protagonismo grande” no enfrentamento ao coronavírus. Ele lembrou que antes mesmo do primeiro caso da doença ser confirmado no município, a gestão já havia elaborado um Plano de Contingência com as medidas a serem executadas para proteger a população. Edvaldo fez então um balanço das ações que tornaram Aracaju a cidade com menor taxa de letalidade da doença no Nordeste. O prefeito também citou que a capital já vacinou 5,5% da população, número superior à média nacional.

“O protagonismo da Prefeitura tem sido grande. Temos mais de um ano de protagonismo neste enfrentamento, porque foi a Prefeitura que começou a atuar, a adotar medidas, ainda em fevereiro de 2020, um mês antes da confirmação do primeiro caso aqui. Tanto é que Aracaju não chegou a situação de outras cidades, de desassistência de saúde à população. Tem sido uma grande luta. A crise está grande e a gente tem visto o aumento de casos, mas as medidas vão sendo tomadas quando elas têm que ser tomadas”, destacou.

Edvaldo lembrou que a gestão municipal direcionou Unidades Básicas de Saúde para atendimento exclusivo a pacientes com síndromes gripais e montou o hospital de campanha, entre outras medidas. “Estamos agora neste segundo momento de maior gravidade e estamos atuando. Amanhã (quarta), começaremos a adoção de medidas mais rigorosas, com toque de recolher das 20h às 5h, até domingo. Teremos o fechamento das praias no fim de semana e seguiremos com as medidas que já haviam sido adotadas, como o fechamento de serviços não essenciais”, afirmou.

O prefeito também abordou como está o andamento da campanha de vacinação contra a covid-19 em Aracaju. “Já utilizamos 98% das doses recebidas pela cidade, o que representa quase 38 mil pessoas vacinadas. Chegamos a 5,5% da nossa população. É um índice superior ao nacional, que está em 4,8%. Como já usamos praticamente todas as doses enviadas pelo Ministério da Saúde, hoje a vacinação foi suspensa e seguiremos com a imunização dos idosos acamados, até que novas doses cheguem e retomemos outros grupos abaixo dos 75 anos”, ressaltou.

Mudanças no Ministério da Saúde

Em sua participação, Edvaldo também falou sobre a saída de Eduardo Pazuello do Ministério da Saúde e a indicação do novo nome para o cargo, o médico Marcelo Queiroga. “Temos assistido com preocupação a atuação do governo federal, a falta de uma coordenação nacional para o enfrentamento, o que vem refletindo não apenas no combate, mas também na aquisição de vacinas. Torço que o novo ministro consiga implementar medidas e consiga avançar com um plano nacional de enfrentamento, porque temos um sistema de saúde unificado e as ações devem ser centralizadas no governo federal. No início da pandemia isso até aconteceu, com o ministro Mandetta, mas logo depois foi se perdendo e esperamos que agora isso volte a acontecer”, destacou.

Edvaldo reiterou ainda que o país tem experiência com campanhas de imunização e que “é justamente a falta de uma liderança do governo federal que tem afetado o avanço da vacinação no país”. O prefeito lamentou as discussões político-ideológicas em torno da vacinação. Para ele, “não se pode perder o foco no mais importante, que é a vacinação célere dos brasileiros”.

“Enquanto diversos países corriam em busca de vacinas, fomos ficando para trás. Sempre tivemos experiência com vacinação e o caminho sempre foi: o governo federal encaminha as doses, os estaduais distribuem e os municípios aplicam. Veja que aqui, por exemplo, assim que recebemos as vacinas, imediatamente colocamos à disposição da população. Então é preciso que o governo federal avance porque a covid não tem sexo, raça, partido político e nem classe social. Assim como a vacina também não tem”, disse.

Foto: Ana Lícia Menezes/PMA

 

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