“É preciso encontrar uma solução mais duradoura”, cobra Antônio dos Santos

“É preciso encontrar uma solução mais duradoura”, cobra Antônio dos Santos
janeiro 04 09:02 2019 Imprimir Conteúdo

Durante a votação do projeto do Poder Executivo que pede autorização para ceder créditos decorrentes de royalties, participações especiais e compensações financeiras relacionados à exploração de petróleo e gás natural, recursos hídricos e minerais para a capitalização do Fundo Financeiro de Previdência do Estado (Finanprev/SE), na manhã dessa quinta-feira (3), no plenário da Assembleia Legislativa, dentro da convocação extraordinária da Alese, o deputado Antônio dos Santos (PSC) requereu que o governo encontre uma solução mais duradoura para esse impasse da Previdência.

O parlamentar lembrou que, até 31 de dezembro de 2022, quase a totalidade da receita com royalties estará comprometida com esse empréstimo. “O dinheiro vai ajudar por alguns meses, agora é preciso que o Executivo encontre soluções até para que os aposentados e pensionistas tenham tranquilidade. Hoje as pessoas estão temendo se aposentarem. Sou solidário com essas pessoas, sei do empenho do governador, mas são quatro anos de arrecadação com royalties para ajudar a pagar os salários por quatro meses”.

Antônio dos Santos lembrou que essa não é a primeira vez que a Assembleia Legislativa tem esse gesto com o Executivo e pontuou que a situação pode se agravar ainda mais. Ele é defensor que o governo federal consiga aprovar a reforma da Previdência por entender que o cenário atual tende a piorar. “Vai chegar um momento, lá na frente, que o Estado não vai conseguir resolver e, quem sabe, o governo federal fica solidário e, com a melhora da economia, ele possa fazer uma transferência suplementar para os Estados em crise”.

Por fim, o deputado voltou a clamar por uma solução que garanta mais tranquilidade para aposentados e pensionistas. “Essas pessoas já trabalharam muito e agora querem ter o direito sagrado de receberem seus rendimentos, todos os meses, sem atraso e parcelamentos. Devem ser priorizados neste momento que mais precisam e têm seu direito dividido ou postergado”.

Por Habacuque Villacorte – Rede Alese

 

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