Derrote os fichas sujas

outubro 03 08:14 2018 Imprimir Conteúdo

Um time de fichas sujas tentará se eleger no próximo domingo. O papel do eleitor é punir estes vampiros do dinheiro público, negando-lhes o voto. O cidadão de bem não pode apoiar um sujeito que já foi chefe de executivo ou parlamentar e, em vez de trabalhar para a coletividade, se locupletou. O magote de congressistas corruptos encastelados em Brasília é um bom exemplo de como não se deve votar. Tivesse o povo tido mais cuidado na escolha dos atuais deputados e senadores, não teria dado mandatos a tantos malandros, interessados unicamente em fazer fortunas com o dinheiro público. Portanto, cabe ao eleitor verificar o passado dos candidatos, analise as propostas de cada um e não votar naqueles condenados pela Justiça e que estão interessados em se eleger para continuar metendo a mão grande no dinheiro do contribuinte. Diga não aos fichas sujas.

Debate chocho

Promovido pela TV Sergipe, o debate entre os candidatos a governador não contribuiu muito para a definição dos eleitores. As regras estabelecidas pela emissora engessaram o confronto verbal. Destaque mesmo só para algumas escaramuças entre Belivaldo Chagas (PSD) e Valadares Filho (PSB). O debate chegou a ser cancelado no início da tarde, porém a TV voltou atrás após a Justiça Eleitoral ter impedido a participação do candidato da Rede, Emerson Ferreira. Marminino!

Vota aqui

A presidenciável Vera Lúcia (PSTU) desembarca em Aracaju amanhã. Vem cumprir a agenda final de campanha e, naturalmente, votar nela mesma. A assessoria da sergipana por adoção informou que Vera deve conceder entrevista coletiva visando reforçar suas propostas para o Brasil. Então, tá!

Índices corrigidos

O Portal UOL corrigiu, ontem, os índices de uma pesquisa para governador de Sergipe divulgada pelo candidato Valadares Filho (PSL). Ele alardeou que a consulta a colocava na dianteira com 27% das intensões de voto. Conforme a correção, o percentual correto de Vavazinho é 21%, contra 20% de Belivaldo Chagas (PSD) e 17% de Eduardo Amorim (PSDB). Os indecisos somam 9% e a margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos.

Voto garantido

Uma boa notícia para os candidatos: os mais de 3 mil militares sergipanos envolvidos na segurança das eleições de domingo vão poder votar. Graças a uma resolução da Justiça Eleitoral, os PMs podem exercer o direito de voto nas cidades onde estiverem trabalhando. Isso ocorrerá com 80% da tropa escalada para atuar no pleito. Os outros 20% estão escalados para trabalhar próximo às sessões que votam normalmente. Melhor assim!

Parece, mas não é

Quem assiste a propaganda eleitoral pensa que o ex-prefeito de Capela, Manoel Sukita (PTC), está livre, leve e solto. Faceiro, o moço aparece na telinha pedindo voto para deputado federal. Diferente do que parece, Sukita teve a candidatura impugnada e está cumprindo pena de 13 anos e nove meses na penitenciária de Glória. Homem, vôte!

Bonecagem

E o marketing do candidato a governador Eduardo Amorim (PSDB) recorreu ao Mamulengo para fustigar os concorrentes. Os bonecos criticam os governos de Jackson Barreto (MDB) e Belivaldo Chagas (PSB), além de imitarem o senador Valadares (PSB) e o filho Vavazinho (PSB). Resta saber se, a esta altura do campeonato, os fantoches de Amorim causarão estragos nas campanhas adversárias. Crendeuspai!

Cabo eleitoral

O prefeito de Aracaju, Edvaldo Nogueira (PCdoB), jura que o governador e candidato à reeleição Belivaldo Chagas (PSB) é o mais preparado para governar Sergipe. Segundo o comunista, o Galeguinho “é pé no chão, um gestor sério, não foge das dificuldades e tem capacidade para iniciar um novo ciclo de desenvolvimento no estado”. Ah, bom!

Futuro ameaçado

A depender do resultado das eleições, A Rede do candidato a governador Emerson Ferreira deixará de existir. Segundo o jornal Valor Econômico, a legenda terá dificuldades para superar a exigência de votação mínima. Pela mini-reforma de 2017 as siglas têm que ter pelo menos 1,5% dos votos válidos para a Câmara, com um mínimo de 1% dos votos válidos em nove estados ou eleger ao menos um deputado federal em nove estados. Misericórdia!

Pressão proibida

As empresas não podem coagir ou adotar qualquer medida para direcionar os votos de trabalhadores. A advertência é do Ministério Público do Trabalho. Segundo a instituição, “a liberdade de consciência, convicção política ou filosófica, a intimidade e a vida privada são direitos fundamentais assegurados pela Constituição Federal”. Certíssimo!

Zero, zero!

 Diferente do que alardeiam alguns, o voto nulo deve ser exercitado. Legítimo, ele expressa o protesto dos eleitores contrários à classe política burguesa que, em sua maioria, usa a eleição para legalizar as patifarias feitas contra o povo. Portanto, se você discorda do atual estado de coisas, digite zero, zero e confirme. Anular o voto é uma forma democrática de protestar. Pense nisso quando estiver diante da urna eletrônica!

Recorte de jornal

Publicado no jornal Diário de Sergipe, em 22 de maio de 1958.

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