Deputado Bolsonarista faz critica a sindicatos: “Protestam, depois vão votar com a esquerda”

Deputado Bolsonarista faz critica a sindicatos: “Protestam, depois vão votar com a esquerda”
junho 02 12:48 2022

Na última quarta-feira, 01, o deputado bolsonarista de Sergipe, Rodrigo Valadares, usou a tribuna na Assembleia Legislativa (Alese) para criticar o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica do Estado (Sintese) e a Central Única dos Trabalhadores (CUT) que estavam na Casa fazendo reivindicações.

De acordo com parlamentar, mesmo com recorrentes protestos, o histórico de votações dessas entidades sempre priorizam políticos de esquerda. “Eu não consigo entender. Em 2006 vocês votaram no PT, passaram o governo protestando. Em 2010, votaram de novo no PT e passaram o governo protestando. Chega em 2014, votaram todos em Jackson e depois foram protestar. Em 2018, mais uma vez, elege esse grupo de Belivaldo e continuam protestando. Eu não entendo, parece aquela mulher que apanha do marido e não consegue largar”, disparou.

Para ele, essa repetição é uma palhaçada e acaba prejudicando os demais profissionais. “Vocês tem é que pensar nos professores, parar com esse negócio de sindicato. Por isso que os professores cada vez mais não querem saber do Sintese e os trabalhadores se desvinculam, cada dia mais, dos sindicatos da CUT. Esses sindicatos não representam os trabalhadores de bem do nosso Estado e só servem para palanque político e arrancar votos”, disse.

Descontentes com a fala do deputado, membros do Sintese tentaram atacar o presidente Bolsonaro e mais uma vez Rodrigo retrucou. “Bolsonaro foi quem deu o aumento de 33,34% e o governo que vocês votaram tiraram as gratificações, não com o meu voto. E não recebi elogio por isso, porque eu sou de direita e Bolsonarista, mas o meu voto foi a favor dos professores e não do sindicato”.

Finalizando, o deputado deixou claro ser a favor de tirar os confiscos dos servidores, Projeto de Lei (PL) do Poder Executivo pautado, em que trata da revogação do desconto previdenciário de 14%, e disse respeitar as categorias que vão à Assembleia protestar e reivindicar seus direitos corretamente.

Por Luísa Passos

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