CUT/SE discute organização de trabalhadores informais

CUT/SE discute organização de trabalhadores informais
dezembro 21 07:13 2019 Imprimir Conteúdo

 

Lideranças da Federação dos Artesãos do Estado de Sergipe (FENEART), da Cooperativa dos Artesãos de Laranjeiras (Copelar), Catadoras de Mangaba e trabalhadoras marisqueiras participaram de uma reunião na sede da Central Única dos Trabalhadores (CUT/SE), na última semana, para discutir sobre o desemprego em Sergipe e alternativas de luta junto aos trabalhadores não sindicalizados.

A reunião contou com a presença do secretário Executivo da CUT/SE, João Fonseca, a secretária Executiva da CUT/SE Quitéria Santos, a vice-presidente da CUT/SE, Ivônia Ferreira e o diretor de Formação Sindical da CUT/SE, professor Dudu.

“A Cut nacional deliberou uma força tarefa para os Estados apoiarem e filiarem as Associações e cooperativas, como também apoiarem as trabalhadoras, trabalhadores, diaristas e desempregados neste momento tão crucial que o Brasil está passando”, explicou o secretário Executivo da CUT/SE, João Fonseca.

Segundo o secretário de Formação Sindical da CUT/SE, esta foi a primeira reunião de muitas que irão existir para tratar do trabalhador informal buscando formas de organização e resistência. “Temos que unir forças junto às artesãs, pesqueiras, catadoras de mangaba e demais trabalhadores que estão na informalidade. Atravessamos um momento de muita desigualdade no Brasil, atingindo trabalhadores do campo e da cidade. E é papel da CUT organizar a luta onde houver trabalhador”, destacou o professor Dudu.

Dirigente do Sindoméstica, Quitéria Santos alertou que a informalidade crescente também prejudica as trabalhadoras domésticas que tanto lutaram pela conquista do direito ao FGTS, férias, entre outros. “Muitas trabalhadoras domésticas estão sendo demitidas e são contratadas como diaristas, outras recebem através de MEI e tudo isso é um retrocesso e significa falta de estabilidade no emprego e perda de direitos”, denunciou.

A artesã Érica Vieira, da Feneart, afirmou que em tempos de desemprego alarmante o mercado de artesanato sofre um duro impacto. “Nós, guerreiros e guerreiras do artesanato, passamos por humilhação para conseguir expor nossa produção. Hoje começa uma feira no Parque da Sementeira, estaremos lá até domingo. Necessitamos de mais divulgação e valorização do nosso trabalho”, ressaltou.

Por Iracema Corso

Foto assessoria

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