Cultura e luta no 1º de Maio da Classe Trabalhadora em Sergipe

Cultura e luta no 1º de Maio da Classe Trabalhadora em Sergipe
maio 02 12:34 2022

O Ato Cultural de Luta 1° de Maio da Classe Trabalhadora espalhou esperança por dias melhores para as trabalhadoras e trabalhadores de Sergipe e do Brasil. Contra o desemprego, a fome e pelo direito à vida, sergipanos gritaram Fora Bolsonaro ao longo da marcha que saiu da Pça Ulisses Guimarães no bairro Santos Dumont e seguiu até o Bugio.

Na concentração, professoras e professores do projeto SINTESE Cultural envolveram todas e todos numa grande ciranda. Ao longo do percurso, tivemos o show musical com Luquinhas do Cavaco, Daguada, Daniel Nanume, Rafael Oliva, Paulo Groove e Roque Sousa.

Com a força da cultura, lideranças sindicais e do movimento social falaram durante o protesto sobre a difícil realidade enfrentada pela população de Sergipe e do Brasil com a volta da fome, o aumento do desemprego, o preço alto dos alimentos, combustíveis, gás de cozinha e diante da carestia, em geral.

Dados divulgados pelo Dieese referentes a 2021 mostram a realidade do trabalhador brasileiro e sergipano. Conforme o Dieese, Sergipe possui 975 mil pessoas ocupadas, sendo que 47,7% têm trabalho informal e 17,6% é a taxa de subocupação. A taxa de desocupados em Sergipe é de 14,5%, ou seja, um índice de desemprego maior que o índice nacional de 11,1% de desocupados no Brasil.

Entre os anos de 2019 e 2021, o número de sergipanos desalentados (desempregados que desistiram de procurar emprego) saltou de 69 mil pessoas para 109 mil. Metade dos sergipanos ocupados ganha até R$1.100.

Presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT/SE), Roberto Silva destacou a importância da união de todas as centrais sindicais, sindicatos e movimentos sociais neste 1º de Maio, Dia Internacional do Trabalhador.

“Hoje, viemos no Santos Dumont, bairro operário de Sergipe, rumo ao Bugio, outro bairro de trabalhadores. No Brasil e no mundo os trabalhadores estão nas ruas. Queremos mais emprego, mais democracia e mais direitos. Lutamos pelo direito à vida. Vivemos um cenário em que o governo assassino de Bolsonaro implementa uma política de desemprego e desvalorização do salário, com a inflação galopante. Bolsonaro negligencia a saúde e ataca a democracia. Não podemos arrefecer esta luta”, reforçou Roberto.

O presidente da CUT Sergipe afirmou que os anos da pandemia foram muito difíceis. “Fizemos a luta em defesa da vida dos trabalhadores, enquanto o patronato, junto com Bolsonaro, falavam o tempo inteiro que os trabalhadores tinham que trabalhar de qualquer jeito. O resultado está aí: mais de 650 mil vidas perdidas para a Covid. Em outros países, os trabalhadores ficaram em casa com renda para se proteger da pandemia”, declarou Roberto.

A manifestação foi organizada pela CUT, CTB, CSP-Conlutas, UGT, Frente Povo Sem Medo e Frente Brasil Popular. Após a manifestação, muitos trabalhadores participaram da Feijoada da Resistência com show de Jaque Barroso no Recanto Camponês, localizado na Rua Santa Luzia, Nº 902, no bairro São José.

Foto assessoria

Por Iracema Corso

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