CRESS Sergipe prestigia entrega do Título de cidadania Aracajuana à Assistente Social Ana Côrtes

CRESS Sergipe prestigia entrega do Título de cidadania Aracajuana à Assistente Social Ana Côrtes
setembro 28 07:08 2018 Imprimir Conteúdo

O CRESS Sergipe prestigiou a justa homenagem prestada à aguerrida Assistente Social Ana Maria Santos Rolemberg Côrtes, que recebeu o Título de Cidadania Aracajuana na noite desta quarta-feira, 26. O autor da propositura foi o vereador Professor Bittencourt (PcdoB).

“Em tempos tão sombrios como os que vivemos hoje, marcado pelos retrocessos sociais e pela ameaça à nossa tão jovem democracia, celebrar esta homenagem a Ana Côrtes traz um forte sabor de resistência. Precisamos conhecer nosso passado para não repetirmos os erros ao longo de nossa história”, apontou a presidente do CRESS Sergipe, Joana Rita Monteiro Gama, ao passo que ressaltou o orgulho de ter como colega de profissão da homenageada, pela sua trajetória de resistência e dedicação ao enfrentamento às expressões da questão social e pela defesa da democracia.

“Os mais vividos sabem tudo que passamos na época da ditadura. As escolas não podem ficar em silêncio com tudo que aconteceu. Nosso grupo nunca usou armas. Usávamos a palavra, a conscientização. Só queríamos a democracia no Brasil”, rememorou a homenageada.

“Abre picada braba com a sua mansidão e permanece altiva com seu corpo curtido e lustrado pela oração do próprio tempo a nos ensinar todos os dias que a luta por liberdade por autonomia por humanidade é ontem hoje e sempre. Sou filha desta mulher. Somos também esta mulher. Quem convive comigo, está também sob a sombra dessa árvore frondosa e interiorana”, apontou a filha da homenageada, a jornalista e poeta Joana Côrtes, emocionando os presentes.

Sobre Ana Cortes

Nascida em Frei Paulo, em 1945, Ana Côrtes mudou-se para Aracaju em 1953. Sua militância teve início no movimento estudantil em plena ditadura militar, tendo sido presidente do Diretório Acadêmico de Serviço Social, fato que lhe custou o impedimento, pleos militares, de receber sua diplomação como assistente social na ocasião.

Fugindo da ditadura, Ana Côrtes como operária em São Paulo e entre os canavieiros da Zona da Mata Sul de Pernambuco. Foi presa e torturada grávida no DOI em Recife e esteve na lista dos desaparecidos políticos. Ao retornar a Aracaju, atuou como assistente social da Prefeitura desde 1975 e foi proibida pela ditadura de realizar trabalhos com a comunidade. A partir de então, integrou a luta nacional pela Anistia e libertação dos presos políticos de Itamaracá.

Após a redemocratização, dirigiu a Secretaria de Assistência Social, foi coordenadora do ‘Programa Toda Secretaria é da Criança’ da Prefeitura de Aracaju (PMA), foi secretária de Assistência Social e Cidadania da PMA. Foi ainda membro do Comitê Feminino de Anistia em Sergipe e da Sociedade Sergipana em Defesa dos Direitos Humanos, presidente do Sindicato dos Assistentes Sociais de Sergipe e membro do Conselho Federal de Serviço Social. Em 2004, conquistou a Anistia Política pelo Ministério da Justiça.

Da assessoria com informações da assessoria de comunicação do vereador Professor Bittencourt

Foto: Assessoria CMA

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