Corpo do empresário Sadi Gitz será velado em Aracaju e em seguida cremado em Alagoinhas (BA)

Corpo do empresário Sadi Gitz será velado em Aracaju e em seguida cremado em Alagoinhas (BA)
julho 04 15:51 2019 Imprimir Conteúdo

O corpo do empresário e proprietário da cerâmica Escurial, Sadi Gitz, 77 anos, que cometeu suicídio na manhã desta quinta-feira (04) será velado no cemitério Colina da Saudade, em Aracaju, a partir das 8 horas da sexta-feira (05) e em seguida será levado para a cidade de Alagoinhas, na Bahia, onde será cremado no sábado (06).

Sadi Gitz morreu após dar um tiro na boca, logo após a abertura do Simpósio de Oportunidades – Novo Cenário da Cadeia do Gás Natural em Sergipe’, evento que era realizado no Hotel Radisson, na orla de Atalaia, e que depois do episódio acabou sendo cancelado.

No evento estavam presentes o ministro de Minas e Energia do Governo Federal,  Bento Albuquerque, além do governador Belivaldo Chagas, deputados federais e estaduais e dezenas de empresários.

O empresário Sadi Paulo Castiel Gitz nasceu em Porto Alegre, no dia 13 de novembro de 1948. Graduado em matemática, engenharia mecânica e administração, chegou a Sergipe na década de oitenta.

Sadi Gitz  era gaúcho e deixa viúva e cinco filhos.

A crise da Escurial

Em 17 de maio deste ano, a Escurial anunciou o processo de hibernação do parque industrial. Em nota, a empresa culpou diretamente a Sergas pelo acontecimento, dizendo que “política de preços encontra-se abusiva”. Assim, afirmou a empresa, foram perdidos 600 empregos direto e indiretos.

Ainda na nota, a empresa diz que “o motivo determinante para essa decisão foi o preço do gás cobrado pela Sergas, empresa do Governo do Estado de Sergipe”. A Escurial também contestou judicialmente a Sergas pelo preço abusivo, “inclusive com pedido de perdas e danos”.

A empresa lamentou as demissões e disse que “a perda de arrecadação de tributos, redução de ambiente de negócios, são fatos que se sobrepõem a qualquer discurso teórico-político. Nenhuma empresa ou empresário tem satisfação em hibernar, mudar ou relocar uma Unidade, mas as condições operacionais só existem se houver uma política real de fomento à atividade produtiva”.

À época, o presidente da Associação das Empresas do Distrito Industrial de socorro (Assedis), Celso Horishi Hayasi, disse que o Brasil inteiro sofre com o problema do gás natural. Segundo ele, a Cerâmica de Sergipe teve o fornecimento cortado no dia 15, por isso deixou de operar.

No mesmo dia, a Sergás enviou uma rebatendo às críticas da Escurial e afirmou que os gestores estavam devendo à Sergás.

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