Continua impasse entre Ipesaúde e prefeitura sobre valores

Continua impasse entre Ipesaúde e prefeitura sobre valores
março 14 05:55 2019 Imprimir Conteúdo

 

Continua o impasse entre o Ipesaúde e a Prefeitura Municipal de Aracaju para a  renovação do convênio que permite aos servidores do Município usufruir dos planos de assistência à saúde.

Por conta desse impasse, as adesões e renovações estão suspensas e os serviços médicos e de urgência estão disponíveis somente para aqueles usuários que estiverem com a carteira em dia.

Nota de esclarecimento sobre convênio entre Prefeitura de Aracaju e Ipesaúde

Face à nota divulgada pelo Ipesaúde, a Secretaria Municipal do Planejamento, Orçamento e Gestão (Seplog) tem a esclarecer que:

1 – Fruto de uma ação intempestiva e em desacordo com o nível das tratativas estabelecidas até então, a administração municipal foi surpreendida com a suspensão do atendimento aos seus servidores por parte do Ipesaúde, a partir do dia 1º de março, quando havia uma relação de diálogo e de respeito institucional na discussão dos novos termos para cobrança da prestação dos serviços de saúde. Consideramos desrespeitosa a forma de tratamento dedicada aos nossos servidores, visto que a relação entre os entes sempre foi harmoniosa.

2 – Historicamente, esta sempre foi uma preocupação desta administração e, convém salientar, ainda durante a gestão anterior do prefeito Edvaldo Nogueira, em junho de 2008, é que foi sancionada a lei que autoriza a Prefeitura Municipal de Aracaju (PMA) a celebrar convênio com o Ipesaúde, sendo, a PMA, a primeira prefeitura de Sergipe a fazê-lo, demonstrando a prioridade que sempre foi dada aos servidores municipais.

3 –.Temos, devidamente documentado, o registro de todas as mensagens eletrônicas trocadas entre os técnicos responsáveis onde cobramos do Ipesaúde a exposição dos números relativos à formação da planilha de composição de custos dos serviços prestados (sinistralidade), que seria um elemento fundamental para subsidiar todas as tratativas. Infelizmente, até o presente momento isto não nos foi apresentado, nos causando estranheza os números agora apresentados na respectiva nota publicada pela autarquia.

4 – Focando numa gestão que prima pela eficácia e pela responsabilidade, questionamos os percentuais de reajuste apresentados, que destoam de qualquer indexador do mercado na atual realidade econômico-financeira do país e do estado. Percentuais que elevam o repasse anual pela prestação de R$ 16.522.336,20, para R$ 28.259.116,44, alcançando 71,04%. O impacto anual para os servidores titulares sai de R$ 11.382.556,32, para R$ 18.091.409,04 (58,94%), e junto aos dependentes (cujo valor é dispendido exclusivamente pelos servidores), sai de R$ 5.139.779,88, para R$ 10.167.707,40 (97,82%).

5 – Não há parâmetro comparativo para os índices pretendidos que, claramente, estão além da capacidade de pagamento dos servidores e da administração municipal, sobretudo em um cenário de incertezas quanto à política econômica do país. O interesse desta administração é oferecer um serviço de qualidade ao conjunto de seus servidores, prioridade demonstrada através do pagamento rigorosamente em dia dos respectivos repasses.

6 – Ainda aguardando os dados relativos à composição da planilha de custos, bem como a proposta alternativa que nos foi prometida e, que, até a presente data, não nos foi enviada pela respectiva autarquia, lamentamos, mais uma vez a atitude unilateral de quebra de diálogo e suspensão dos serviços ao nosso servidor.

  Editoria: