Cientista explica possíveis causas de reinfecção por coronavíru

Cientista explica possíveis causas de reinfecção por coronavíru
março 31 10:21 2021 Imprimir Conteúdo

Professor da UNINASSAU alerta para mutações do vírus no corpo humano

A reinfecção por Coronavírus e a grande variedade de cepas (variações do vírus) que circulam no Brasil vem assustando a população. Pesquisadores de Sergipe afirmam que, por meio de um sequenciamento genético, é possível provar que as variações dos vírus podem estar infectando as pessoas de forma individual e não por uma disseminação viral prolongada.

“No início o vírus era semelhante ao que circulou em março e abril de 2020, mas nessa segunda onda as mutações estão sendo estudadas”, observou o coordenador do Laboratório Central de Saúde Pública de Sergipe – Lacen e professor da UNINASSAU – Centro Universitário Mauricio de Nassau em Aracaju, Cliomar Alves. Ele disse que uma das dificuldades está em descobrir se o vírus, que aparece na reinfecção, é o mesmo contraído anteriormente.

O professor explicou que o indivíduo pode ficar com o vírus no corpo, escondido e sofrendo mutação, mesmo depois que ele deixe de se manifestar em exames. “Passados seis meses, as pesquisas indicam que mesmo o vírus estando dentro da pessoa pode adquirir outras mutações”, explica. Por esse motivo, Cliomar considera importante que seja realizado o sequenciamento genético, como os cientistas chineses fizeram.

“A sequência permite montar o que se chama de árvore filogenética, que detalha as relações entre várias espécies e as mutações que elas sofreram, buscando as causas da reinfecção para combatê-las”, ressaltou. Também é preciso estar alerta para o fato de que é muito difícil determinar se a amostra sofreu mutação dentro do indivíduo ou fora dele. “É muito mais complexo provar a infecção no Brasil porque as cepas genéticas são todas parecidas entre si”, conclui.

Em Sergipe

O professor da UNINASSAU observa que uma das linhagens do vírus que foi detectada pela Fiocruz é a B.1.1.251e foi identificada somente no estado de Sergipe, que a depositou no banco mundial de sequências genéticas do SARS-CoV-2. “Essa linhagem, que não tem relação com a do Amazonas, foi identificada em maior circulação nos Estados Unidos 70%, no Reino Unido em torno de 20% e ainda não é possível saber sobre a transmissibilidade e a gravidade da doença que ela causa”, finalizou.

Por Suzy Guimarães

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