Central de Libras oferece serviço gratuito para atender à demanda por intérpretes

Central de Libras oferece serviço gratuito para atender à demanda por intérpretes
setembro 29 06:45 2019 Imprimir Conteúdo

Conselho da Pessoa com Deficiência realiza curso de Libras neste mês de outubro

Neste 26 de setembro, o Dia Nacional do Surdo, data que simboliza a luta pela inclusão desse grupo na sociedade, o governo de Sergipe  ressalta a importância do serviço gratuito oferecido pela Central de Interpretação de Libras (CIL). Inaugurada em 2016 pela Secretaria de Estado da Inclusão Social (Seit), a Central disponibiliza intérpretes especializados na Língua Brasileira de Sinais (Libras) com acompanhamento a órgãos públicos e atendimento presencial no Ceac [Centro e Atendimento ao Cidadão] da Rua do Turista, de segunda a sexta-feira, das 07h15 às 17h30.

A intérprete de Libras Micaela Aragão trabalha na área há cinco anos e conta que, desde o início deste ano, faz parte da equipe de intérpretes da CIL. “Todos precisam saber da disponibilidade desse serviço. Os serviços mais solicitados são acompanhamento a órgãos públicos, acompanhamento médico e em bancos. Aqui, nós também damos instruções sobre documentos a serem levados aos órgãos e fazemos o agendamento do dia em que iremos ao local, fornecendo o deslocamento com motorista, saindo da CIL e retornando para o mesmo local”, explica.

Caso a pessoa surda deseje que o intérprete a acompanhe a bibliotecas, hospitais, delegacias, tribunais e outros locais de atendimento ao público, basta agendar com antecedência no Ceac, pelo skype ou, com o auxílio de um amigo ou parente, pelo telefone (79) 3222-9447. Além disso, em atendimento presencial no Ceac, é possível realizar traduções e interpretações de Libras para a Língua Portuguesa. O mesmo serviço é oferecido de forma virtual, com as informações sendo prestadas através da transferência de imagem em tempo real entre os intérpretes da Central e os usuários via Skype [centraldelibras.se@hotmail.com ou centraldelibras.se02@hotmail.com].

2º LÍNGUA OFICIAL

A intérprete da CIL destaca, ainda, que o desenvolvimento da linguagem de sinais tem avançado na sociedade. “A Libras é a segunda língua oficial do Brasil. Cada vez mais a sociedade tem entendido que, para ser incluído, o surdo precisa de pessoas que falem a mesma língua que eles. As empresas têm investido mais em profissionais intérpretes para garantir uma comunicação básica para inclusão desse público. Além disso, atualmente, há diversos cursos de Libras disponíveis em nosso Estado, na Universidade Federal de Sergipe (UFS), no Senac, no Centro de Capacitação de Profissionais da Educação e Atendimento às Pessoas com Surdez (CAS), e também em algumas instituições privadas, como o Instituto de Apoio à  Educação do Surdo de Sergipe (IPAESE)”, conta Micaela.

Segundo o presidente do Conselho Estadual da Pessoa com Deficiência, Antônio Luiz dos Santos, a data de hoje suscita a reflexão sobre a inclusão das pessoas com deficiência nas atividades cotidianas. “Uma das mais importantes conquistas foi o reconhecimento nacional da Libras, que ocorreu através da Lei nº 10.436, de 24 de abril de 2002, e depois regulamentada pelo Decreto 5626/2005. Em Sergipe, a comunidade surda é grande, principalmente entre os jovens. Nesse sentido, o Conselho promove cursos de Libras, pois o intérprete é muito requisitado em diversos segmentos. Em outubro, ofereceremos à sociedade um curso de capacitação com cerca de 100 vagas. Quem tiver interesse, pode entrar em contato conosco através do telefone (79) 3179-3704, ou presencialmente na sede do Conselho, localizada no edf. Maria Feliciana, 26º andar – Centro de Aracaju”, destaca.

De acordo com o último Censo do IBGE (2010), em Sergipe há 3.303 pessoas surdas; 20.033 pessoas com deficiência auditiva severa e 88.362 com alguma dificuldade para ouvir. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística mostram que existem, no Brasil, mais de 15 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência auditiva, seja total ou parcial. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a perda auditiva é a deficiência mais comum em todo o mundo.

Fonte e foto assessoria

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