A baixaria na política de Itabaiana ultrapassa todos os limites: uma vergonha que precisa ter fim

agosto 15 05:29 2018 Imprimir Conteúdo

Os últimos acontecimentos na política de Itabaiana têm chamado atenção de todo estado, principalmente pelo baixo nível. Opositores do prefeito Valmir de Francisquinho se superam nos ataques, quase sempre, direcionados ao cidadão Valmir e não ao homem público. Entram na sua particularidade e atingem todos os seus familiares, sem dó nem piedade. Não respeitam a esposa, filhos, irmãos, ninguém: todos são vítimas de uma fúria sem medida. As postagens, quase sempre, omitem a fonte.

O ÓDIO DA VICE

Para completar, semana passada, quando a deputada Maria Mendonça (PSDB) concedia uma entrevista na Rádio Capital, a vice-prefeita, Carminha Mendonça, que estava no estúdio, não se conteve e destilou um ódio sem limites ao gritar que “o fogo do inferno está esperando pelo prefeito Valmir”.

Por incrível que pareça, essa atitude de Carminha é nada, se comparado à verborreia que o locutor arrota todos os dias nos microfones desta mesma emissora, que pertence ao irmão da deputada. O rapaz, sem qualquer equilíbrio ou senso de profissionalismo, já foi citado na justiça inúmeras vezes e responde a diversos processos.

QUEM TRAIU QUEM?

Tudo começou quando da realização da eleição antecipada que visava reeleger o atual presidente, José Teles, primo de Maria, já no nono mandato. Os vereadores ligados ao prefeito votaram nele, mas os dois parlamentares liderados pela deputada Maria, preferiram votar em Ivoni Andrade (MDB), adversária histórica da família Teles de Mendonça e liderada pelo deputado Luciano Bispo (MDB). Houve um empate e Ivoni foi eleita por ser mais velha que Zé Teles. A eleita, tem um histórico de ataques pessoais ao pai de Maria, o saudoso Chico de Miguel. Mas isso não foi levado em conta, porque o objetivo era derrotar o prefeito, politicamente, conforme afirma Valmir.

ROMPIMENTO

Com esse comportamento da deputada e dos seus liderados, os vereadores José Roberto e João Cândido, o rompimento foi inevitável e criou-se a terceira via em Itabaiana. Ocorre que, para surpresa de muitos, a maioria esmagadora das lideranças comunitárias e políticas, inclusive famílias tradicionais, preferiram acompanhar o prefeito Valmir de Francisquinho (PR), quebrando uma tradição de décadas.

“Essas famílias não perdoaram a deputada pelo fato dela não ter impedido que os vereadores votassem em uma adversária histórica, aliada do maior adversário do grupo Teles de Mendonça, o deputado Luciano Bispo”, assegurou.

A INDEPENDÊNCIA CUSTA CARO

Desde que este fato ocorreu, o prefeito Valmir tem sido vítima de ataques na emissora de rádio da família da deputada, em dois programas:  pela manhã e ao meio dia. O mais impressionante é que, apesar dos ataques diários, não é dado nem mesmo o direito de resposta.

Valmir afirma que tem buscado a reparação na justiça, por entender que esse é o caminho dos homens de bem. Segundo ele, o rompimento estava anunciado mesmo antes da sua reeleição. Ele lembra que os Teles de Mendonça pouco participaram da campanha, inclusive a própria deputada Maria. “Imagine que nós implementamos uma administração séria, equilibrando as finanças do município, apesar de termos recebido a prefeitura com mais de 30 milhões em dívidas e três folhas de pessoal atrasadas. Transformamos a cidade num canteiro de obras, pagamos salários em dia e, apesar de aliada, a deputada nunca usou a tribuna da AL para registrar esse fato. Na realidade ela não se conformou pelo fato de ter sido eu o candidato em 2012. Ela queria ser a candidata, apesar das pesquisas mostrarem que seria facilmente derrotada. A raiva dela vem desde essa época e na primeira oportunidade, se voltou contra mim, permitindo que seus liderados votassem contra seu próprio primo, com o objetivo de me prejudicar politicamente”, disse o prefeito. Que coisa não!

QUE VENHA A PROPAGANDA

A coluna acredita que a propaganda eleitoral na TV será muito importante para a decisão de milhares de eleitores sergipanos e milhões de brasileiros que ainda continuam sem saber em quem votar. Justamente por esse motivo, vai pesar muito a linha a ser adota pelos assessores de marketing dos candidatos, notadamente no caso dos cargos executivos.

SEM BAIXARIA

Está redondamente enganado quem pensa que atacar o adversário vai dar voto. Principalmente no caso de Sergipe esta prática está fadada ao insucesso. Funcionou em 2014, quando o marketing de JB atacou ferozmente Eduardo Amorim e André Moura. Ocorre que o seu governo não cumpriu as promessas e de quebra atrasou e parcelou salários. Mesmo sendo outro o candidato, por certo o eleitor vai lembrar de tudo e cobrar mais coerência. Podem apostar.

REGISTRO DE CANDIDATURAS

Termina hoje o prazo para que os partidos façam o registro das candidaturas. A partir de amanhã, começa a campanha propriamente dita, acabando com a chatice do “pré-candidato. Agora é candidato. Ponto final.

DANIEL CANDIDATO

Apesar da trapalhada do PPS que esqueceu de incluir o nome do Pastor Daniel Fortes na lista de candidatos a deputado estadual, juristas garantem que não haverá problema na sua candidatura. Daniel está bem acompanhado juridicamente e por certo garantirá seu nome na relação final.

DEIXEM EDVALDO TRABALHAR

O nome do prefeito Edvaldo Nogueira (PC do B) tem sido citado constantemente no noticiário político. Analistas acham que ele está distante dos seus aliados. Ora, se tivesse ele envolvido até o pescoço na campanha, esses mesmos analistas estariam dizendo que ele precisava tomar conta da cidade. Vá entender!

A MARCHA DOS DESOCUPADOS

Integrantes do MST voltam a marchar em defesa do ex-presidente Lula (PT), preso em Curitiba. É o tal do movimento “Lula Livre”, organizado pelo Partido dos Trabalhadores, que insiste na candidatura, mesmo sabendo que, pela Lei da Ficha Limpa, ele está inelegível. Tivessem o que fazer essa turma não teria tempo para esse tipo de manifestação.

ZEZINHO SOBRAL

A situação do pré-candidato a deputado estadual Zezinho Sobral (Podemos) não é nada boa. A chapinha com o PMN parece que não terá a “sustança” necessária e imaginada. Além disso, o padrinho Jacson Barreto parece meio distante da sua candidatura. Zezinho não merece isso.

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