Atraso em contas de energia coloca em risco funcionamento do Hospital Santa Cecília

Atraso em contas de energia coloca em risco funcionamento do Hospital Santa Cecília
julho 24 11:27 2020 Imprimir Conteúdo

O funcionamento do Hospital Santa Cecília,  localizado no município de Aquidabã, está ameaçado. A unidade de saúde é administrada por João Feitoza, sogro do prefeito Mário Lucena, e possui uma dívida com a Energisa no valor de 32 mil reais. A quantia é referente as contas de energia dos meses julho, agosto, setembro, outubro, novembro e dezembro de 2019, além de janeiro deste ano.

Cansada de esperar um posicionamento por parte da administração do hospital, a distribuidora de energia ingressou com uma ação de cobrança. Em decisão judicial publicada no início da semana, foi  estipulado um prazo de 15 dias para que o estabelecimento médico quite os sete meses de contas em aberto.

Mantido com recursos do Governo Federal (cerca de 14 milhões) e repasses da Prefeitura de Aquidabã (mais de 2 milhões), a qualquer momento o Santa Cecília pode ter o fornecimento de energia interrompido caso não efetue o pagamento dos débitos junto a Energisa. Um corte como esse afetaria em cheio a população, especialmente a parcela mais carente, que sempre recorre ao hospital.

Em 2015, o Santa Cecília foi interditado pelo Conselho Regional de Enfermagem de Sergipe (Coren/SE), que constatou a presença de apenas um enfermeiro contratado, com técnicos e auxiliares de enfermagem trabalhando sem a supervisão do profissional de nível superior, bem como a ausência de muitos equipamentos e materiais para fazer os atendimentos. Na época, João Feitoza alegou problemas financeiros.

Atualmente, com aporte de recursos federais e municipais, não parece haver justificativa para que a direção do hospital continue sem realizar o pagamento das contas de  luz. Como contribui para manutenção da unidade de saúde, também caberia a Prefeitura de Aquidabã verificar a questão, tendo em vista que se trata da prestação de atendimento médico para população, e assegurar que os serviços não sejam paralisados.

POR ASCOM/PP AQUIDABÃ

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