Almoço Somese discute Panorama da Dengue no Estado de Sergipe

julho 05 05:00 2019 Imprimir Conteúdo

Devido ao aumento do número de casos de dengue no Estado, a Sociedade Médica de Sergipe (Somese) resolveu discutir no Almoço Somese desta quinta-feira, 4 sobre o tema: “Panorama da Dengue no Estado” com a Enfermeira Sanitarista e Diretora de Vigilância em Saúde, Mércia Feitosa de Souza, para saber como está sendo desenvolvida a política do Estado para a área.

Dados do Ministério da Saúde apontam que o número de casos de dengue no estado de Sergipe teve aumento de 331% em comparação com o mesmo período do ano passado. Até o dia 16 de março deste ano, o estado notificou 125 casos da doença. No mesmo período de 2018, foram 29 casos. A incidência no estado é de 5,5 casos/100 mil habitantes. Sergipe registrou um óbito em decorrência da doença neste ano.

O sistema de vigilância de estados e municípios e toda a população devem reforçar os cuidados para combater o Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya. O alerta do Ministério da Saúde é devido ao aumento dos casos de dengue no país, que passaram de 62,9 mil nas primeiras 11 semanas de 2018 para 229.064 no mesmo período deste ano (até 16 de março). A incidência, que considera a proporção de casos em relação ao número de habitantes, tem taxa de 109,9 casos/100 mil habitantes até 16 de março deste ano.

De acordo com o professor e presidente da Somese, Dr. José Aderval Aragão, resolvemos discutir sobre esse tema pelos altos índices da doença transmitida. “Precisamos saber se os casos registrados em Sergipe estão sendo controlados ou se há um surto e de que maneira nós médicos podemos ajudar a população”, destacou Dr. Aderval

Segundo a Diretora de Vigilância em Saúde, Mércia Feitosa de Souza, a dengue é um grande problema de saúde pública e o panorama em Sergipe é de alerta. “Quando comparamos com o ano passado, percebemos que já ultrapassamos todos os índices de 2018 com mais de 800 casos confirmados, seis óbitos e mais três a investigar. É uma situação crítica e está atingindo todos os municípios. Discutir o tema na Somese é fundamental para que a classe médica saiba fazer a classificação de risco adequada e tratamento correto para que os casos não evoluam”, esclareceu a palestrante.

Para o médico sanitarista, Dr. Antônio Samarone, a palestra foi muito produtiva e afirma que a enfermeira está preparada e conhece sobre o problema. “Muitas das vezes, não depende da gestora, nem de agente sanitário, o problema é ambiental, de falta de saneamento. O mosquito hoje encontra um ambiente favorável para a sua reprodução e com o aumento do aquecimento global teremos mais chuvas e calor e, por isso, eles se multiplicam com mais velocidade”, explicou Dr. Samarone.

Matéria Ascom e foto: Leonardo Vilas Boas

  Editoria: