Huse registra redução de pacientes vítimas de acidentes motociclísticos

Huse registra redução de pacientes vítimas de acidentes motociclísticos
julho 19 14:56 2018 Imprimir Conteúdo

Segundo dados estatísticos do Sistema Integrado de Informatização de Ambiente Hospitalar (Hospub), no primeiro semestre deste ano (janeiro a junho) o Hospital de Urgência de Sergipe (Huse) registrou pouco mais de 2.500 atendimentos envolvendo vítimas de acidente motociclístico. Desse total, 698 ficaram internados para reavaliação e possíveis procedimentos cirúrgicos e três foram a óbito. Mas, o fato que chama atenção é quanto a redução desse número se comparado ao mesmo período do ano passado (2017) que totalizou 3.103 vítimas e desses, 827 ficaram internados e três não resistiram à gravidade do trauma e foram a óbito.

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, ações intersetorias do governo do Estado para educação no trânsito, fiscalização, blitz da lei seca e o início da obrigatoriedade do emplacamento das motonetas contribuíram para essa redução. De acordo com o panorama das vítimas que recebem atendimento na Área Verde Trauma do Huse, a maioria delas são com fraturas dos membros superiores e inferiores, de ossos como fêmur, tíbia e rádio, além de trauma na região do tórax.

Em cerca de 30% desses casos as sequelas são definitivas, como paraplegias, tetraplegias, deformidades ósseas e amputações. Nos outros 70%, as vítimas sofrem sequelas parciais, como restrições de movimentos e dores. A gerente da Área Verde Trauma do Huse, Débora Feitosa, destaca que as pessoas estão se conscientizando mais e procurando cumprir as determinações no trânsito.

“Todo mundo sabe que bebida e direção não combinam, altera os reflexos e além de ser infração grave, pode custar a vida do condutor e até mesmo do acompanhante. Muitas das vítimas que chegam aqui no hospital são do interior e não usam os equipamentos adequados de segurança obrigatórios. Um fator importante é que essa estatística está mudando e havendo redução, isso é sinal de que as pessoas estão mais prudentes e respeitando as leis no trânsito”, explicou Débora.

Com o operário Guilherme Souza, 31, o acidente foi inevitável. “Estava com capacete, respeitei o sinal vermelho e fui atingido por um carro que vinha em alta velocidade e não conseguiu frear atrás da minha moto. A minha moto foi empurrada comigo em cima e cai. Foi um susto muito grande e eu sofri uma fratura de tíbia, pois a moto caiu por cima de mim. Estou recebendo toda assistência do hospital e de quem provocou o acidente, já estou fazendo exames pré-operatórios e vou me recuperar bem”, informou.

O paciente José Leandro Santos, 37, também foi vítima de um acidente motociclístico na capital e está internado há quatro dias na área Verde Trauma, com uma fratura de antebraço (rádio) e está em uso de antibiótico. Ele já foi informado que será transferido para a realização da cirurgia. “Foi tudo muito rápido e quem provocou o acidente fugiu do local sem prestar assistência. Mas Deus sabe de todas as coisas e estou sendo bem atendido aqui no hospital e já for ser transferido para fazer a minha cirurgia”, disse.

Por André Carvalho

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